Em leituras recentes tenho encontrado diversas linhas de pensamentos muito provocativas em relação à forma como entendemos o mundo e como nos preparamos para realizar coisas relevantes nesse mesmo mundo.
“Relevantes”, nesse contexto, significa iniciativas que atingem resultados expressivos e que mudam a relação de escala entre os recursos necessários para que tais resultados sejam alcançados. Que são dignas de estudo.
Uma dessas leituras me levou ao site da Wired, a um artigo sobre os princípios da MIT Media Lab de Joi Ito. Permitam-me copiar e colar para facilitar a nossa vida (coloco o link no final do texto):
- Resilience instead of strength, which means you want to yield and allow failure and you bounce back instead of trying to resist failure.
- You pull instead of push. That means you pull the resources from the network as you need them, as opposed to centrally stocking them and controlling them.
- You want to take risk instead of focusing on safety.
- You want to focus on the system instead of objects.
- You want to have good compasses not maps.
- You want to work on practice instead of theory. Because sometimes you don’t why it works, but what is important is that it is working, not that you have some theory around it.
- It disobedience instead of compliance. You don’t get a Nobel Prize for doing what you are told. Too much of school is about obedience, we should really be celebrating disobedience.
- It’s the crowd instead of experts.
- It’s a focus on learning instead of education.
O primeiro ponto que me chamou a atenção foi a objetividade desses nove pontos (Joi Ito diz no artigo que ainda estão trabalhando nisso). Mas dois desses princípios são especialmente interessantes (para mim que gosto muito de estudar a educação e formas de aprendizagem):
– “Você precisa de boas bússolas, não mapas”
– “Focar em aprendizagem, em vez de educação”
Num modo de ver o mundo aberto, focado nos sistemas, na prática e desobediente, como dizem os demais princípios, as bússolas são de fato mais importantes que os mapas. Eu entendo os mapas aqui como uma metáfora para a base de conhecimento instalada. Ou seja, tudo o que já descobrimos sobre uma região está lá, desenhada, representada no mapa. Mas isso não necessariamente vai te dizer para onde ir. As bússolas, você mesmo constrói e aperfeiçoa. Uma vez definido o Norte da sua iniciativa, você vai definir os instrumentos que te ajudarão a traçar sua rota. E nesse processo, você tem que aprender.
E isso nos leva ao ponto “aprendizagem em vez de educação”. Confesso que eu “buguei” por alguns minutos quando li pela primeira vez. Todas as definições de educação, aprendizagem, aprendizado etc colidiram rapidamente. Mas em seguida eu li a seguinte frase, também de Ito, que complementa esse princípio:
“Educação é algo que está pronto para você. Aprendizagem é algo que você faz para si próprio”.
Seria o Mapa e a Bússola?
Sim, terminei com uma pergunta. Vamos nos divertir nos comentários?
Olha o link da Wired: https://www.wired.com/2012/06/resiliency-risk-and-a-good-compass-how-to-survive-the-coming-chaos/
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