Nesse post quero iniciar uma sequência de artigos para falar das estratégias educacionais baseadas em casos, ou no método de caso. E preciso começar com uma confissão: estratégias que envolvem casos são as minhas favoritas. Um bom caso (e prometo discutir o que é um bom caso nos próximos posts) é simplesmente muito estimulante e, se você já se deparou com o desafio de criar uma trilha de aprendizagem, talvez já tenha percebido como um caso pode ser um fortíssimo aliado para sustentar as diversas intervenções de aprendizagem necessárias a um programa longo ou mesmo àqueles mais curtos.
“A metodologia de estudo de caso permite que se faça links diretos com os seis princípios fundamentais da andragogia.”
Essencialmente, a metodologia de estudo de caso permite que se faça links diretos com os seis princípios fundamentais da andragogia. E, se você fez um bom trabalho de mapeamento do seu público alvo (se não fez, nem precisa continuar), esses links serão fundamentais para que sua estratégia educacional atinja os objetivos traçados. Fiz um resumo abaixo dos benefícios que podemos alcançar utilizando o método de caso:
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O aluno precisa utilizar sua bagagem pessoal.
Num caso bem construído, ou seja, que traz uma questão empresarial* significativa, e que é dirigido a um público bem estudado, o aluno entenderá que a sua experiência pessoal ou profissional será ponto fundamental para resolução do caso. Esse é um fator que eleva muito o engajamento, pois o aluno percebe que a iniciativa educacional valoriza seus conhecimentos no momento de propor um novo ciclo de aprendizagem.
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O caso desafia o aluno.
Aqui eu volto a falar da questão empresarial significativa. Um caso bem estruturado precisa tratar de questões desafiadoras, inteligentes e, claro, possíveis. Um bom desafio, na medida certa, aumentará a sensação de conquista do aluno e o vai estimular a encarar novos ciclos de aprendizagem.
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O caso aproxima a aprendizagem do mundo real e dos “problemas de verdade”.
Há quem goste de estratégias baseadas na exposição de teorias, mas, sem dúvida, o aluno adulto estará mais propenso a embarcar numa iniciativa educacional quando esta ajudá-lo a resolver os problemas do dia a dia.
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O caso promove a construção do conhecimento.
Ou seja, o aluno aprende conforme trabalha para dar as respostas necessárias ao caso. Esse é o ponto fundamental que faz dos casos o motor das principais metodologias ativas, utilizadas há muito tempo em salas de aula e que mais recentemente têm migrado com tanto sucesso para o meio digital.
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O caso permite aprender por meio da diversidade.
Esse quinto ponto é na verdade um desdobramento dos anteriores. As melhores estratégias que utilizam o método de caso preveem a colaboração entre os alunos, o que traz mais bagagens, mais visões distintas da mesma realidade e mais formas de construção de conhecimento para a mesma experiência educacional.
Nos próximos posts vou explorar os seguintes temas:
– Os tipos de caso do método de caso e como as variantes podem ser utilizadas com finalidades educacionais diferentes.
– As características que definem um caso, ou seja, o que diferencia um caso legítimo de um exemplo ou de uma história.
Ainda não defini a ordem. Me ajude a escolher nos comentários abaixo.
Até o próximo post.
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