Sete lições aprendidas no HSM Business Lab

bussiness-labEntre os dias 5 e 9 de novembro acompanhei de perto o HSM Business Lab. Nesse workshop, 16 jovens, divididos em quatro grupos tinham como desafio reinventar a plataforma de educação executiva online do grupo HSM, o HSM Experience. Dia 9 de novembro foi a linha de chegada, com a apresentação dos projetos para uma banca formada por profissionais experientes de diversas áreas do mercado de educação.

Meu papel nesse business lab foi o de mentor em e-learning e educação online. A ideia é que eu levasse para os participantes minha experiência nessa área. Mas, como não podia deixar de ser, eu aprendi muito mais do ensinei.

Consolidei sete aprendizados abaixo. Espero que façam sentido para você também:

  • Divisão de papéis só quando importa.

Para explicar esse ponto, preciso contar que entre os 16 jovens havia quatro designers, quatro desenvolvedores e oito jovens voltados a pensar o negócio. Sendo assim, cada grupo contava com um desenvolvedor, um designer e dois participantes voltados ao negócio. No entanto, houve momentos em que todos eram designers, todos pensavam o negócio e todos eram desenvolvedores. As ideias fluíam numa velocidade incrível e paredes e páginas em branco se enchiam rapidamente com esquemas, muitas perguntas e algumas respostas. Mas em determinado momento, cada um assumia o seu papel original e os projetos ganhavam forma. Ganhavam forma para perdê-la em seguida, quando o espiral criativo recomeçava. E assim os projetos foram sendo lapidados até a apresentação final para a banca.

  • Arrume suas ideias. Quando der, arrume sua mesa.

Cada um dos quatro grupos tinha sua dinâmica própria de trabalho, alguns trabalhavam de pé desenhando suas ideias nas paredes, enquanto outros sentados em torno da mesa discutiam os melhores caminhos, fazendo anotações diretamente no notebook ou tablet. Mas o fato interessante é que todos os grupos faziam pequenas pausas para organizar suas coisas e suas mesas de trabalho, como se para encontrar alguma coisa ali perdida. Mesa arrumada, voltavam às ideias. Essa pausa dava um descanso ao cérebro, trazia um pouco de paz aos mais metódicos, mas simplesmente harmonizava o grupo, preparando-os para uma nova rodada de caos.

  • Se uma coisa não deu certo antes, não significa que não pode dar certo agora.

Os mentores neste business lab tinham o papel de trazer referências. E nos mantivemos firmes nesse propósito, a despeito de nossa vontade de contar como determinado projeto ou produto obteve sucesso ou fracasso por conta de algum fator específico trazido pelos grupos. No entanto, os questionamentos dos jovens me levaram a concluir que um produto, recurso ou ideia que já fracassou no passado, se submetido a um novo contexto, deve ser considerado como novo. Muitas vezes uma única pequena diferença pode ser a fronteira entre o sucesso e o fracasso, e a cabeça dos 16 jovens estavam cheias dessas pequenas diferenças.

  • Colaborar não significa competir contra si próprio.

De maneira proposital, o pessoal da Eureca, empresa responsável pela condução da dinâmica do HSM Business Lab, deixou os grupos de trabalho próximos uns aos outros. O curioso é que, mesmo sabendo que se tratava de uma competição, os jovens acabavam interferindo, contribuindo com as ideias dos outros grupos, pois em alguns momentos era inevitável escutar suas discussões. Essas contribuições eram momentos incríveis de aceleração dos projetos e abertura de novos pontos de vista. E quanto mais os grupos contribuíam entre si, mais eles estavam abertos a dar e receber contribuições. É comum atualmente ver empresas, departamentos, equipes com receio de contribuir, pois entendem que isso pode simplesmente colocar o outro em vantagem. Esses jovens provaram que isso pode ser diferente.

  • É preciso coragem para abandonar uma ideia.

Sem sombra de dúvida, o momento decisivo para os grupos foi a hora de definir como seria o produto. Por essa escolha passava a angústia de olhar para uma série de excelentes ideias e manter no projeto aquelas que representavam a solução para que o “cliente-chave” de cada grupo pudesse resolver seus problemas. Ali eu pude perceber como é doloroso deixar boas ideias de lado em escala. Provavelmente esse foi um dos fatores determinantes para o sucesso dos grupos.

  • Tenha o importante na cabeça, o resto anotado.

Ou, em outras palavras: mantenha o foco nos conceitos importantes para a construção da sua solução, naquilo que verdadeiramente você quer ou precisa resolver. Como sabemos, a internet é alimentada diariamente com uma quantidade inacreditável de informações. A boa notícia é que ela está sempre lá para ser consultada. No momento da construção de uma solução, mantenha na cabeça aqueles conceitos que serão o diferencial do que você está construindo.

  • Uma competição pode não ter perdedores.

Essa não teve. Teve sim uma equipe escolhida pela banca como projeto vencedor, mas todos os projetos trouxeram ideias inovadoras. Maneiras de abordar os clientes, recursos, formas de monetização… Vimos de tudo nas apresentações e tudo com muito sentido.

Em resumo, foram cinco dias muito intensos, mas também muito ricos em excelentes ideias, muitas risadas e aprendizado para todos os participantes. O projeto, sem dúvida, atingiu seu objetivo: conectar a HSM cada vez mais com mentes jovens e totalmente digitais.